“Essas vibrações são produzidas pelo movimento vertical do tremor do solo e das ondas do tsunami”, afirmou o pesquisador Emile Okal.
Cientistas já haviam medido este tipo de vibrações, mas as sentidas antes da experiência japonesa foram as maiores já registradas. Na Terra, estas vibrações – semelhantes a ondas de som de baixa frequência – são muito pequenas. Mas, à medida que sobem a camadas atmosféricas mais altas e rarefeitas, elas se expandem.
“Em alturas nas quais os aviões voam, a 9.000 metros de altitude, as vibrações do tsunami japonês podem ter atingido até 1 metro”, afirmou Okal. E, na ionosfera, elas cresceram milhares de vezes o tamanho original, segundo o pesquisador.
A ionosfera é composta de gases relativamente quentes que possuem carga elétrica devido às interações com raios de sol intensos. O choque das vibrações com os gases é detectado por ondas de rádio usadas por GPS.
“Se você tem um sistema de GPS muito preciso, você pode receber estas variações de sinal”, disse Okal. Alguns pesquisadores propuseram inclusive o uso desses sinais de GPS como forma de detectar possíveis tsunamis no mar.
Fonte: Site UOL

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