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terça-feira, 17 de agosto de 2010

DO SONHO A FRUSTRAÇÃO

Depois de algum tempo submerso no meu trabalho e também nos meus estudos, volto a escrever nesse blog, ferramenta essa que utilizo para expressar minhas idéias e praticar a escrita das mesmas. Sendo assim, venho tecer comentários sobre a realidade daqueles que, hoje, estão assumindo a responsabilidade de atuar nas escolas como gestores.
Atualmente a educação vem passando por um processo de democratização nas escolas, onde os gestores são eleitos pela comunidade escolar. Desta forma todos são estimulados a participar e com isso, acredita-se, que a escola terá mais autonomia. E esse processo não foi diferente neste município. Aqui em São Vicente-RN, houve uma mobilização e incentivo por parte da Secretaria Municipal e os candidatos foram escolhidos e, formado as chapas, partiu-se para a eleição. Os que foram eleitos, assumiram cheios de idéias, sonhos, esperanças e muitas expectativas, pois tinham a promessa que seria diferente, as coisas iam ser viabilizadas, estava iniciando uma nova fase na educação municipal e desta vez a educação seria transformada.
Mas o que se viu até o momento foi frustração, decepção, sonhos virarem pesadelos, idéias impossibilitadas de dar certo, enfim, somente a certeza que determinadas coisas não mudam. Infelizmente, a cena atual é a de gestores preocupados, pensando em sair do cargo para o qual foram eleitos, impotente diante da falta de prioridade que a educação passa. Todos estão se sentindo como se estivessem remando contra a maré, não conseguem dar um passo sequer sem que não exista uma dificuldade a ser colocada, tal qual uma pedra no meio do caminho. A esses profissionais, não são dadas condições de trabalho, não lhes oportunizam que as suas idéias possam fluir, apenas querem que façam seu trabalho como se estivessem seguindo uma cartilha. Não deixam que esses profissionais trabalhem vivendo o presente com o pensamento no futuro. Nessa educação, não é permitido alçar voos. Tem-se que continuar presos a idéias arcaicas do tipo que, "a educação hoje é boa, pior era no passado". Ora, as pessoas que pensam assim, devem ser banidas da educação. Que educação é essa, obrigada a viver do passado? Pensando desta forma, que tipo de alunos estamos formando?
No entanto, a educação na qual vivemos hoje é uma máscara, pois não é democrática, não oportuniza o pensamento livre e, com isso, não educa. Não valoriza, portanto discrimina; se discrimina joga seus profissionais à marginalidade e consequentemente seus alunos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

PELA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

Passados cinco meses da implantação do piso salarial e da implantação do plano de cargos e salários, se faz necessário lembrar alguns pontos importantes dessa luta, que perdurou por um ano inteiro. Primeiro: A reinvidicação começou desde janeiro de 2009, quando a categoria começou a se organizar, procurando fazer negociações a respeito. Segundo: Durante todo esse período de luta, foram realizadas duas greves e algumas paradas para negociações, uma vez que havia resistência. Terceiro: Quem tomou todas as iniciativas de negociações e de propostas, foram os professores. Quarto: Foi a categoria que mobilizou o Legislativo para apoiá-los na luta. Quinto: Quem representa a categoria é o Sindicato, que é o órgão legítimo para esse fim. No entanto, não é porque hoje a situação está tranquila, que vai começar a aparecer os heróis e heroinas para colher o louro da vitória.
É preciso lembrar que, historicamente, as lutas por um salário digno, sempre partiu da base da pirâmide, e com essa que ocorreu nesse município não foi diferente. Além disso, normalmente o discurso utilizado por aqui é que, o salário do educador em São Vicente é melhor que muitos outros municípios. Mas é preciso lembrar que, não é no mau exemplo que devemos nos espelhar e, sim, nos bons exemplos. Por isso que devemos buscar inspiração naqueles municípios que valorizam melhor seus profissionais. Só para constar, alguns municípios vizinhos ao nosso, como Florânia por exemplo, pagam uma diária bem superior ao que se tem por aqui. Portanto, muitos especialistas na área da educação são unânimes em afirmar que a valorização do professor deve iniciar por um bom salário e essa valorização deve passar, também, pelo reconhecimento do esforço de todos os profissionais da educação, na luta por uma educação de qualidade.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ESCOLA E DEMOCRACIA


O Centro Municipal do Ensino Rural deu mais um passo rumo a democratização de suas escolas. Isso porque terça-feira(25), foi realizada uma reunião na Unidade Escolar Dionízia Batista da Silva (Sítio Umarizeiro), onde estiveram presentes a equipe Administrativa e pedagógica (Diretor, vice-Diretor e Supervisor pedagógico), Professores, Funcionários, Pais de alunos e representantes da comunidade, para a eleição dos membros do Conselho Escolar. O mesmo aconteceu nesta quarta-feira (26), na Unidade Escolar Maria das Graças Araújo (Sítio Pará-velho). Tanto a Constituição Federal quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, dentre outras leis, determinam a criação do Conselho escolar. A idéia é que uma vez criado e atuante, o Conselho escolar, que tem função consultiva, deliberativa, normativa e fiscalizadora/avaliativa, irá contribuir nas decisões tomadas pela escola e assim, favorecer a melhoria do ensino e da aprendizagem. Na próxima semana, serão criados os Conselhos das Unidades Manoel Justino Filho (Sítio Quinquê) e da Unidade Escolar Luiz Rei de França (Sítio Torrão).

quinta-feira, 13 de maio de 2010

PARA REFLETIR

Evite quanto puder o erro. Evite falar ou fazer algo de que depois tenha que se arrepender.
Seu erro pode até escapar ao conhecimento e à maledicência alheia, mas, jamais escapará ao juízo implacável de sua consciência. Esta lhe cobrará severamente o ato errado que praticar, porque ela é a voz interior que Deus lhe deu. Ela tanto lhe aplaude o bem, como lhe penaliza o mal.
É ela que lhe dá aquela satisfação interior de ser bom, mas é ela, também, que traz o mal-estar do remorso, após cada erro que você cometer.
Do livro Comece o dia feliz

terça-feira, 16 de março de 2010

Indignação traduzida em música

Meus amigos, a letra dessa música é o retrato do pensamento do povo acerca dos políticos. A letra pode ser pesada, mas, infelizmente, diante das ações desses que deveriam estar a serviço da população, não há como negar que os mesmos estão com a imagem desgastada. O que está escrito na letra dessa música, é o desabafo que muitos gostariam de fazer, mas tem seus motivos em não fazê-lo. Portanto, reflitam sobre a letra da música e façam através da mesma o seu desabafo. Boa leitura e uma ótima reflexão.

Vossa Excelência
TitãsComposição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!...

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!...

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Bandido! Corrupto
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão!...

-"Isso não prova nada
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos
De tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia
No esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!"

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!...
-"Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!"
Filha da Puta!
Bandido! Senhores!
Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nunca perder a capacidade de se indignar

Recentemente publiquei um notícia de que o governo quer que as escolas alimentem seus alunos com uma refeição de R$0,30. Não pude esconder a minha indignação, diante de um fato absurdo. Sou educador e sei o quanto as nossas escolas necessitam de estrutura física, profissional, pedagógica e, também, alimentícia. É impossível silenciar diante de tamanho absurdo, pois se existe um setor que mais precisa de atenção, é a educação. A escola além de conviver com tanta precariedade, tem que conviver, também com a cobrança da sociedade e do governo. Mas o que pode ser feito, se não há investimento? Como superar tudo isso, se educação não é prioridade? Os educadores não tem poderes para fazer a multiplicação dos pães. Mas para o preso é diferente. Tem que ser prioridade, tem que ter o conforto, tem que ter o melhor investimento, além de não existir as cobranças. Alguem já viu ou ouviu dizer que o governo e também a sociedade, estão cobrando dos presídios, que os presos devem sair regenerados? Acredito que não. Mas na educação existe a cobrança de bons resultados. Não há motivo para entender tamanha diferença, pois deve-se investir naqueles que tem a possibilidade de ter um bom futuro, investir em educação é, portanto, investir em segurança.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O poder das palavras


Queria falar para você sobre o poder da palavra. A palavra do amor, exercitada no cotidiano. Há palavras de amor como: "Seja bem-vindo!"; "Estava com saudade"; "Te amo tanto!"; "Que bom que você está aqui!"... São pequenas palavras de amor, mas que têm o poder de fazer as pessoas melhores.
Palavras de amor na relação entre pais e filhos. Como os jovens e crianças estão carentes dessas palavras; os filhos aprendem com os pais as palavras amorosas, com a pessoa que trabalham em casa, com as gentilezas.
A palavra tem o poder de fazer uma pessoa acreditar nela mesma, fazendo-a recuperar a alegria.
Há também palavras de desamor, as quais são um veneno e trazem a maldição para vida das pessoas.
A palavra que tem poder quando usada com amor também destrói quando é usada com desamor, dizemos coisas que destroem as pessoas. Há palavras de desamor como: "Você não serve para nada!", "Não te perdoo!"; "Eu te odeio!"...
Em alguns lugares é fácil dizer palavras de amor, especialmente quando se deseja impressionar; o desafio é encher-se de palavras de amor e levá-las para os lugares que você vive a maior parte do seu tempo, como o trabalho. Todos os dias você tem o poder de destruir e de construir as pessoas.
Outro tipo de palavra é a palavra de indiferença, que não é nem palavra de amor e nem desamor. Muits vezes, você trabalha em um consultório médico, as pessoas chegam preocupadas e você é indiferente. Cristão não pode ser indiferente! Este é o mal do século, porque as pessoas estão transformando tudo em "Eu", tudo é "Para mim...".
Não existe filho de Deus de segunda categoria; você é filho de Deus de primeira categoria! Você não é pequeno, nem incapaz, mesmo que pessoas tenham dito palavras de desamor para você.
Todos nós somos carentes e não precisamos de palavras de desamor, precisamos de palavras de amor. Dentro de nós, muitas vezes, há uma grande tempestade, mas do meio dessa agitação vem Jesus nos falar palavras de amor. Deus nos cerca com palavras amorosas. Por isso, não use palavras de desamor e de indiferença.
Permita-se ser um espelho de amor, transborde-o [amor] com gestos e palavras; mas para isso você precisa sentir o amor maior, que é o amor de Deus.
Falando sobre o poder da palavra, pegando este mesmo conceito "palavra de amor, de desamor e de indiferença", um grego diz que devemos pensar em três palavras antes dizer algo:
Credibilidade: se eu for um mentiroso as pessoas não vão acreditar em mim. Nós não devemos mentir para ter credibilidade.
Fragilidade: quando uso palavras de amor para chegar ao ponto fraco do outro.
Todos nós temos um ponto fraco, ou seja, o nosso lugar frágil; jamais podemos fazer do ponto fraco do outro motivo de humilhação, pois tudo que humilha o outro não edifica.
Razão: é se preparar para levar a palavra, ter discernimento para saber o que a pessoa precisa ouvir. Pense um pouco na palavra de desamor que você profere: "Não gosto de gente assim!"; "Você não me agrada!"; "Saia daqui!"; "Eu te odeio!"...
Hoje peça aos anjos para retirar de você todas estas palavras negativas e tome mais cuidado com o que vai dizer.
Gabriel Chalita
Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A verdadeira política - Parte III

Continuando a discorrer sobre política, gostaria de levar a uma reflexão. Com certeza você já ouviu falar ou conhece o trabalho realizado pelos sindicatos e pelas organizações não governamentais (ONGs). Muito bem. Existe o sindicato dos trabalhadores rurais, os da educação, dos bancos, das indústrias, enfim, geralmente estão representando algum setor da sociedade e lutando por seus direitos. Por sua vez as ONGs também estão a serviço de alguma causa. Seja a ambiental, contra a violência, a dos direitos humanos, etc.,etc,etc. Como também existem as associações, que muito vem crescendo em todo país. Todas elas tem objetivos e lutas justas para alcançarem seus objetivos e suprir as necessidades que a sociedade tem. Mas porque será que elas surgiram? Certamente porque houveram necessidades. Mas, e os políticos? Não são eles os responsáveis em agir em benefício das pessoas? Não são eles os representantes do povo?
No meu entendimento, estas instituições surgiram porque eles falharam. Porque não cumpriram com as suas obrigações e deixaram o povo a mercê da sorte. Eles é quem deveriam criar leis que garantissem mais segurança, lutar para que as pessoas tenham mais assitência a saúde, uma educação de qualidade, enfim, uma qualidade de vida melhor. Se a sociedade tem carências e tem que se organizar para conseguir supri suas necessidades, então vamos decretar a falência dos políticos. Você não acha?

A verdadeira política -Parte II

Quero iniciar este comentário com a seguinte pergunta: A serviço de quem deveriam estar os políticos? Até parece perseguição da minha parte, mas não é. O que vemos na verdade é que, além da política estar dividida em partidos, também estão divididos em setores. Tem políticos que defendem a educação, outros a agricultura, alguns outros a saúde e tem aqueles que exageram e defendem apenas o grupinho de amigos, no popular "a panelinha". E ai vem a pergunta: Eles não deveriam estar a serviço de todos? Como podem, então,defender setores da sociedade. Se é que pode chamar a panelinha de setor.O que eu quero dizer é que, o certo é que eles defendam os interesses da sociedade, independentemente dos votos que tiveram. Façam o trabalho que lhes foi confiado e não baseado na rua, bairro ou zona rural que lhe deu mais votos. Em um regime democrático, o governo tem que desenvolver a sua política em prol de todos. Deve fazer o seu programa beneficiando a todos. Essa história de político herói que defende isso ou aquilo, é apenas desculpa para a falta de competência. Repito, a atuação deve ser voltada para a comunidade, onde todos devem ser beneficiados. Pensem nisso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A verdadeira política – parte I

Discutir política não é fácil. E quando se trata da politicagem, é pior ainda. Talvez as pessoas sintam dificuldades em falar sobre o assunto ou não gostar do mesmo, porque não conhecem o verdadeiro significado da política. Então, resolvi pesquisar e, desta forma apresentar o verdadeiro sentido da política.
De acordo com a enciclopédia livre, a Wikipédia, a política surge na Grécia clássica. E Vários foram os fatores que deram origem à política. O surgimento da pólis (cidade-estado) é o elemento norteador para que a política fosse criando suas bases no mundo grego, e assim, nas cidades, nascesse a grande preocupação em como administrar bem a pólis. Sendo assim, Aristóteles, através de suas obras "Política" e "Ética a Nicômaco" vai esboçar um novo tipo de política, principalmente por suas idéias de participação popular e por defender que toda boa política deve visar sempre ao bem comum.
Como está citado acima, a política deve visar sempre o bem comum. Mas, não é o que vemos, nem o que ouvimos. A realidade é que a essência da política foi corrompida ao longo da história. Se a mesma fosse levada a sério, não veríamos tanta coisa errada. Se praticassem a verdadeira política, a realidade seria outra. Lembro que quando ela foi criada, tinha como objetivo de escolher representantes do povo ao invés de reunir toda a população para discutir determinados assuntos de interesse público, o que seria inviável. Essa mesma população escolheria entre si os representantes que estariam dispostos a lutar pelo bem comum. É isso o que vemos hoje? O que estamos vendo é que, esses que se dizem representantes do povo, estão falhando com as suas obrigações políticas. Estão corrompidos pelo poder. E, com isso, estão prejudicando a população que fica a mercê de falsas promessas, de discursos falsos e vazios. Muitos entram para a política em benefício próprio, para se promoverem ou usam o cargo político como emprego. Não estão nem aí para a comunidade.
Meus amigos, este ano não é somente o ano da copa do mundo, é também ano de eleições. Por isso que é importante refletir sobre a essência da política. Uma vez entendendo o seu verdadeiro significado, teremos condições de questionar aqueles que somente de quatro em quatro anos lembram que existimos. Se tomarmos consciêcia disso e passarmos a cobrar mais, com certeza a verdadeira política vai existir.